Achei que tinha visto você. Passeando pela rua.
Eu podia jurar. Tinha o mesmo jeito meio largado de andar, o mesmo corte de cabelo, o mesmo estilo de roupa [sabe aquele estilo em que nada combina com nada, risos].
Eu achei mesmo que tava vendo você e acelerei o passo. Precisava ver seu rosto mais uma vez, mesmo sabendo que eu tinha ele na minha memória, de um jeito assim tão vivo, com todas as suas imperfeições, que eu conhecia tão bem.
Quando achei que tinha te alcançado, você virou o rosto e sorriu pra mim. Como é possível? Até o sorriso era o mesmo. Mas não era você...a saudade era tanta que passei a te ver em todos os lugares, em todas as pessoas.

